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Anestesia para Exames

Aplicação de anestesia para exames antes do procedimento

Alguns procedimentos diagnósticos e terapêuticos são desconfortáveis para o paciente ou necessitam que ele fique imóvel para que a imagem obtida fique nítida. Para essas situações, pode ser necessária a realização de anestesia para exames, uma vez que o estado de relaxamento profundo pode facilitar o procedimento tanto para o paciente como para o médico.

Assim como na anestesia para cirurgia, a anestesia para exame deve ser conduzida por médicos formados e especializados em anestesiologia. Este profissional é responsável não apenas pela administração da dosagem adequada do medicamento anestésico, mas pelo monitoramento das funções vitais do paciente ao longo de todo o procedimento até sua recuperação posterior ao uso dos fármacos.

A escolha da modalidade anestésica para anestesia para exames vai depender de questões como o tipo de procedimento a ser realizado, o tempo de duração e o histórico clínico do paciente. Normalmente é utilizada uma sedação, porém em procedimentos mais longos como por exemplo a Ressonância Magnética, a anestesia geral pode ser uma boa opção.

Como é a preparação para fazer um exame com anestesia?

A anestesia para exames exige avaliação prévia ao procedimento —  conforme instrução do Conselho Federal de Medicina (CFM) — e cuidados específicos, assim como acontece na anestesia cirúrgica.

É nesta avaliação pré-anestésica que são identificados os possíveis riscos para o paciente e a metodologia de anestesia mais adequada para ele, bem como as precauções necessárias para evitar intercorrências.

Jejum é necessário na anestesia para exames?

Para ser anestesiado, é necessário estar em jejum de alimentos sólidos e líquidos (inclusive água). Esse período é necessário para evitar que haja vômitos e possíveis complicações relacionadas.

O jejum, portanto, é obrigatório para qualquer tipo de anestesia — independentemente do procedimento que será realizado, seja ele cirúrgico, terapêutico ou diagnóstico.

Recuperação pós-anestésica

O médico anestesiologista acompanha o paciente durante todo o procedimento e na sala de recuperação pós-anestésica, avalia o restabelecimento da consciência e da sensibilidade do indivíduo.

Em geral, esses procedimentos diagnósticos e terapêuticos são ambulatoriais, permitindo ao paciente receber alta do estabelecimento em pouco tempo. Para que ele seja liberado após a anestesia para exames, ele precisa atender a alguns critérios. São eles:

  • Estar acompanhado de um responsável com mais de 18 anos de idade;
  • Ter se alimentado;
  • Não apresentar dor intensa;
  • Não apresentar náuseas ou vômitos;
  • Estar consciente e apto a andar.

A maioria das drogas anestésicas é totalmente eliminada do organismo após 24 horas. Por isso, nesse período, é orientado que o paciente:

  • Não dirija;
  • Não manuseie máquinas pesadas;
  • Não tome decisões importantes;
  • Não faça grandes esforços físicos;
  • Fique atento a intercorrências, procurando o médico imediatamente ao notar qualquer tipo de alteração.

Quais exames precisam de anestesia?

Procedimentos que podem causar dor, desconforto ou que necessitam do paciente imóvel para garantir uma imagem final nítida precisam de anestesia para exames.

Pacientes que apresentam claustrofobia, têm alguma condição que implica em movimentos involuntários ou que são muito novos (crianças) também podem necessitar de anestesia para que o exame seja realizado com segurança e eficiência.

Ressonância magnética, tomografia e hemodinâmica são alguns exemplos de exame em que o paciente precisa estar imóvel, enquanto biópsias e endoscopias são desconfortáveis e exigem anestesia para abolir o estímulo doloroso.

A necessidade da anestesia para exames deve ser sempre discutida pelo anestesiologista em conjunto com o paciente ou responsável. A definição do melhor método, entretanto, cabe a um profissional especialista em Anestesiologia.

Fontes:

Clínica de Anestesiologistas CMIA;

Conselho Federal de Medicina (CFM).

26/02/2020