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Anestesias

Anestesia
Imagem: Shutterstock

 

A anestesia é uma técnica que antecede procedimentos cirúrgicos, diagnósticos ou terapêuticos no qual o objetivo é garantir que o paciente não sinta dor e/ou desconforto no decorrer do processo, valorizando o seu bem-estar. Além disso, a técnica anestésica contribui para que o médico cirurgião tenha mais segurança, tranquilidade e eficiência durante a cirurgia, uma vez que o médico anestesiologista é o responsável por manter em equilíbrio as diversas funções do corpo (homeostase).

Os tipos de anestesia que podem ser adotados são: sedação, anestesia geral e anestesia parcial. Saiba mais sobre como a anestesia é realizada, bem como os cuidados necessários antes do procedimento.

Como funciona a anestesia?

Para entender como funciona a anestesia é importante compreender como ocorre a sensação de dor e de que maneira é possível evitar que esse mecanismo seja ativado durante uma cirurgia.

A dor é resultado de um conjunto de reações biológicas que indicam para o indivíduo a ocorrência de uma agressão física — como ao sofrer um arranhão — ou psicológica, como ocorre em situações estressantes. Essa sensação é desencadeada pelo nociceptor, receptor sensorial que envia mensagens por meio de estímulos elétricos para o sistema nervoso central, fazendo com que a sensação de dor seja vivenciada pelo paciente.

O princípio da anestesia é, portanto, impedir a comunicação entre cérebro e nociceptor. O bloqueio pode ser feito das seguintes maneiras:

  • No cérebro, para que o sistema nervoso central não reconheça os estímulos elétricos enviados pelo nociceptor (técnica anestésica geral);
  • Nos nervos receptores que circundam o local do ferimento (técnica anestésica local);
  • Nos nervos da medula espinhal (raquianestesia e peridural) e nos nervos periféricos (bloqueio de nervos periféricos).

Além de evitar a sensação de dor, as anestesias possuem outras funcionalidades. Uma delas é bloquear a musculatura do indivíduo, facilitando a técnica de intubação traqueal e proporcionando um campo cirúrgico adequado. Também vale a pena citar o lapso de memória (amnésia), um dos principais componentes do procedimento, para impedir que o paciente se lembre do que ocorreu durante o ato cirúrgico.

Quanto tempo dura uma anestesia?

A duração da anestesia está diretamente relacionada com a complexidade da terapia a ser feita. Em média, se o procedimento anestésico for aplicado na realização de um exame, a duração é de cerca de 30 minutos. Por outro lado, nos casos de cirurgias de maior porte, esse período aumenta consideravelmente, alcançando ou ultrapassando a duração de 5 horas.

O período do ato anestésico e as técnicas que serão aplicadas são explicadas ao paciente com antecedência. Segundo a resolução nº. 2.174/2017 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o anestesiologista deve conhecer as condições clínicas do paciente antes de decidir qual técnica anestésica será mais adequada, salvo em casos de urgência e emergência. A resolução também recomenda o seguinte:

  • Realização de consulta pré-anestésica para que os detalhes do procedimento sejam definidos e explicados ao paciente;
  • Caso a consulta presencial não seja possível, esses esclarecimentos devem ser feitos antes do paciente entrar no centro cirúrgico.

Quais são os cuidados antes do procedimento anestésico?

O principal cuidado que o paciente deve ter antes de realizar uma anestesia é fazer jejum orientado pelo médico. Esta medida é de extrema importância para garantir a segurança do indivíduo durante a cirurgia.

A função do jejum é evitar quadros de regurgitação (vômito) e consequente aspiração do conteúdo presente no estômago. Isso porque o efeito dos fármacos administrados faz com que o indivíduo não consiga expelir tais substâncias.

Caso ocorra a regurgitação, o conteúdo pode ficar alojado nas vias respiratórias e nos pulmões, gerando quadros mais graves.

Para saber como se preparar para o procedimento anestésico, é essencial informar ao anestesiologista todos os detalhes acerca do histórico médico e dos hábitos de vida (uso de medicamentos específicos, tabagismo, entre outras informações). Dessa forma, o anestesista saberá qual é a melhor conduta médica a ser adotada em cada caso.

O que acontece após a anestesia?

Os efeitos físicos depois do ato anestésico dependem de vários fatores, como a saúde geral do indivíduo e a complexidade da cirurgia. No entanto, com o avanço das técnicas anestésicas, são poucos aqueles que sentem algum desconforto intenso depois da anestesia.

Conforme o paciente recupera a consciência, os principais efeitos que podem aparecer são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Tremores;
  • Coceira;
  • Sonolência;
  • Dor muscular;
  • Rouquidão leve;
  • Dor de garganta;
  • Sensação de boca seca;
  • Dificuldade de urinar.

Quais são os riscos da anestesia?

No geral, existem alguns fatores que contribuem para um risco maior de complicação após a anestesia. Os principais são:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Histórico de infarto;
  • Problemas nos rins;
  • Hipertensão arterial;
  • Distúrbios neurológicos;
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Episódios recorrentes de asma;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
  • Alergia a medicamentos anestésicos.

Considerando esses aspectos, é possível que ocorram algumas complicações. Apesar de serem raros, os principais riscos da anestesia são:

  • Problemas cardiovasculares: alterações da pressão arterial, arritmia, infarto agudo do miocárdio;
  • Problemas respiratórios: atelectasia (parte do pulmão colaba), edema agudo de pulmão, descompensação da asma, aspiração pulmonar;
  • Problemas neurológicos: delírio pós-anestésico, disfunção cognitiva pós-operatória, convulsões, acidente vascular cerebral, consciência intraoperatória acidental;
  • Reações do tipo alérgica: reação de hipersensibilidade, anafilaxia;
  • Hipertermia maligna: condição que pode aparecer durante o ato cirúrgico e provoca contrações musculares e febre repentina.

Um fator que ajuda a reduzir exponencialmente as chances de complicação é a consulta pré-anestésica. Nela, o anestesiologista identifica possíveis reações adversas que possam gerar uma complicação por meio da anamnese e da solicitação de exames complementares, caso julgue necessário.

A anestesia é uma técnica segura que oferece ao paciente a possibilidade de fazer exames e cirurgias com o máximo de conforto antes, durante e depois do procedimento. Caso queira saber mais sobre o assunto, entre em contato e converse com um dos anestesiologistas da CMIA.

 

Fonte:

Conselho Federal de Medicina (CFM);

American Society of Anesthesiologists (ASA);

Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA);

Biblioteca Virtual em Saúde – Ministério da Saúde;

Clínica Médica Integrada de Anestesiologistas (CMIA).

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