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Sedação

Paciente após sedação
Imagem: Shutterstock

 

A sedação é uma técnica anestésica que diminui o nível de consciência de um indivíduo para reduzir a ansiedade e melhorar o conforto do paciente em procedimentos desagradáveis.

Existem três graus de sedação, sendo eles:

  • Sedação leve;
  • Sedação moderada;
  • Sedação profunda.

Essa técnica anestésica em questão não tem o objetivo principal de promover analgesia (aliviar a dor), por isso, ela é comumente associada a outras técnicas anestésicas como a anestesia local, raquianestesia/peridural e bloqueio de nervos periféricos. 

Saiba como cada nível de sedação age no organismo do paciente

A sedação leve tem como intuito principal diminuir os níveis de ansiedade ao colocar o indivíduo em estado de relaxamento. O paciente se mantém acordado e reage normalmente a estímulos como uma conversa, por exemplo.

Na administração de uma sedação de nível moderado, o paciente aparenta estar inconsciente, mas reage a estímulos como o toque e a fala.

Já a sedação profunda coloca o indivíduo em situação de mínima consciência, sendo que ele reage apenas a estímulos dolorosos.

Em todos os casos, é importante evidenciar que devido à determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM), a sedação só pode ser feita por um médico qualificado, sendo que o mais indicado é o anestesiologista, uma vez que a resposta ao sedativo é individual e comum o paciente transitar rapidamente entre os níveis de sedação.

A orientação da entidade ainda afirma ser fundamental esse profissional assistir o paciente durante todo o efeito do medicamento em sedações moderadas ou profundas. Em ambos os casos é comum a necessidade de auxílio respiratório e obrigatório o monitoramento dos sinais vitais do paciente.

Como é feita a sedação?

O sedativo pode ser por via oral, intramuscular, endovenoso ou via inalatória. No caso da técnica de sedação via oral, o paciente recebe um comprimido ou líquido (em caso de crianças). A via intramuscular é feita através de uma injeção normalmente no músculo do glúteo. Em ambos os casos, aos poucos vai diminuindo seu nível de consciência.

Por via endovenosa, a sedação é administrada diretamente na veia do paciente e sua ação é mais imediata.

Na inalatória, uma máscara com um gás sedativo é posicionada sobre a face do paciente, sendo que ao inalar esse gás o indivíduo vai diminuindo seu nível de consciência aos poucos. Atualmente essa técnica é pouco usada para fins de sedação.

O tipo de sedação a ser administrado dependerá da necessidade de cada paciente em conjunto com o tipo de procedimento realizado. O profissional experiente é capaz de administrar a dosagem correta sem provocar depressão respiratória, assim como identificar a necessidade de complementar a sedação durante o procedimento.

A sedação realizada pelos anestesistas normalmente é feita pela via endovenosa.  A sedação pela via oral e intramuscular são reservadas para os casos de Medicação Pré Anestésica, em que são administrados esses medicamentos no leito do paciente, antes dele ser encaminhado ao centro cirúrgico.

Quando é indicado sedar um paciente?

Diversas situações podem indicar a necessidade de sedação. As mais comuns, são:

  • Em conjunto com a anestesia local para procedimentos como biópsias, exérese de pequenos tumores de pele, vasectomia, blefaroplastia, implante de marcapasso.
  • Associado à técnica da raquianestesia/peridural e bloqueio de nervos periféricos;
  • Para realização de exames endoscópicos;
  • Em procedimentos clínicos como a colocação de Dispositivo intrauterino (DIU).
  • Durantes exames de tomografia em pacientes que não toleram ficar imóveis, seja pela idade, dor ou alteração do nível de consciência.
  • Pacientes em crises psiquiátricas. 

Reação adversa a sedação

Assim como qualquer anestesia, a sedação pode resultar em uma reação adversa ao paciente. Podem provocar náuseas, vômitos, labilidade emocional e reações paradoxais como inquietação, agitação e delírio.  São raros os casos de alergia medicamentosa.

A sedação pode provocar uma depressão respiratória intensa e é justamente para evitar esse risco grave que as sedações moderadas e profundas devem ser feitas em um ambiente adequado e por um profissional preparado para promover uma assistência com eficiência.

Fontes:

Conselho Federal de Medicina (CFM);

Clínica CMIA;

Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA).

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